terça-feira, maio 31, 2005

vento seco

minha lente seca parece um pedaço de vidro cravado no meu olho.
como um caco de destino atravessado no corpo.
como um sopro de um sorriso que não voa mais nos meus sonhos.



.por rodrigo, sério, dói!, vou dormir!.

segunda-feira, maio 30, 2005

"tudo que é sólido desmancha no ar" (Karl Marx)

Eu ando meio impressionado com a fragilidade da vida.

Uma hora você está bem. Outra hora, alguém cai do telhado e outra pessoa faz aniversário. Uma hora você está sozinho no quarto e ninguém bate na porta.

Você não quer mais ler livros.

No mesmo pequeno momento em que uma cabeça salta da vagina de uma menina na china, um homem explode quilos de explosivos e leva consigo 17 ou 125 pessoas (não sei direito a conta; mas não é ela que interessa como detalhe) só pelo efeito dramático da coisa.


E eu continuo escutando radiohead.
E a voz maravilhada de Thom Yorke delira um “I'm amazed that I survived” que ecoa ecoa ecoa tocando todas as paredes da minha cabeça muitas vezes e há muitos dias; como se eu estivesse vendo com os olhos dele os passos vazios, secos e surdos da morte caminhando ao meu lado e me dizendo se acalme, não é a sua vez ainda.

E assim, tenho tentado me afastar do teclado e juntar os pontos imaginários para ver se formo alguma coisa. E, enquanto este intervalo de tempo não cessa, sigo tentando ver se consigo transformar tudo que já foi e o que me resta no que eu quero chamar de vida. Luto muito e recomendo o mesmo a todos, para que não fiquemos de luto pelos que ainda apenas sonham.


.por rodrigo.

domingo, maio 29, 2005

quando eu digo...

eu avisei que eu tenho amigas escritoras...
e a Ana que eu já tinha feito a propaganda aqui quando fui informado pelo Ricardo que ela tinha conseguido que um conto seu fosse publicadono bestiário, agora volta as, digamos, "paradas de sucesso".

ela, como a Julia, ganhou o prêmio palco habitasul de contos na última feira do livro aqui de Portoalegre.
e, agora, ganhou uma adaptação de seu conto para o teatro.
vocês podem (devem!!!!!!!!!!) votar aqui para que a companhia que está trabalhando emcima do texto dela seja a vencedora.


aqui você pode ler o original!!!!!!!!!
procura na vencedora do Eu conto.com
ana cláudia






.por rodrigo, meio social divertido esse meu.

sexta-feira, maio 27, 2005

Inscrições para Prêmio Açorianos de Literatura estão abertas

A Prefeitura de Porto Alegre informa que as inscrições para a 12ª edição do Prêmio Açorianos de Literatura Adulta e Infantil estarão abertas até 15 de julho. A premiação acontecerá em dezembro, na Noite do Livro. Os interessados devem retirar o edital junto à Coordenação do Livro e Literatura da Secretaria Municipal da Cultura, localizada no Centro Municipal de Cultura (Avenida Érico Veríssimo, 307) ou no site http://www2.portoalegre.rs.gov.br/smc/default.php?p_secao=56.

Esta edição do prêmio traz algumas novidades, entre as quais a criação de uma nova categoria, a de Destaque para Projetos de Incentivo, Promoção e Divulgação de Literatura. Outra inovação é a instituição de prêmio em dinheiro no valor de R$ 10.000,00 para o Livro do Ano, escolhido pelo Júri Final entre os vencedores das categorias literárias. Estes receberão o Troféu Açorianos, criado pelo artista plástico Xico Stockinger.

Podem ser inscritos livros de autores nascidos ou residentes em Porto Alegre ou publicados por editora porto-alegrense, no período entre janeiro de 2004 e 15 de julho de 2005, nas seguintes categorias: Narrativa Longa (ficção: romance ou novela); Categoria Especial (obras cujas particularidades não permitam seu enquadramento nas demais categorias do Prêmio, como novas mídias, literatura epistolar e biografias, por exemplo); Conto; Crônica; Poesia; Ensaio de Humanidades; Ensaio de Literatura; Literatura Infantil; Literatura Infanto-juvenil; Capa; Projeto Gráfico/Design e Ilustração. Para as demais categorias (Destaque para Livraria, Editora e Biblioteca; Destaque de Mídia Impressa, Rádio e Tevê e Destaque para Projetos de Incentivo, Promoção e Divulgação de Literatura) não há inscrição, a indicação se dá com base na experiência dos Júris.

O Prêmio Açorianos de Literatura é promovido pela Prefeitura de Porto Alegre, através da Secretaria Municipal da Cultura, e tem por objetivo fomentar a produção literária e o mercado editorial do Estado. Mais informações podem ser obtidas pelo telefone 32216622, ramais 219 e 220, de segundas a sextas-feiras, das 9h às 12h e das 14h às 18h, ou pelo e-mail cll@smc.prefpoa.com.br.


fonte: prefeitura de Porto Alegre



muitos prêmios a serem disputados


.por rodrigo (como se eu tivesse chance...).

extraído da contracapa da zh de hoje...

"É enquanto se vive que a vida é imortal"
Marguerite Duras, escritora francesa


.por crtl+c, crtl+v.

tic-tac

Ele adora quando o relógio demora a contar as horas.
Se sente seguro no meio dos segundos e não quer que nenhum vá embora.
Se diz sincero e sustenta que ama apenas o movimento de ida e volta que representa a vida e a glória.
Mas os outros afirmam que ele espera só que nunca vai chegar.

E agora que o relógio parou sem pilhas pra dar corda ao motor?
Que fará com o tempo que o tempo lhe deixou?



.por rodrigo.

quinta-feira, maio 26, 2005

por que isso é um blog

Eu ia escrever sobre minha vida, mas tantos outros já o fizeram que é melhor apenas tentar vivê-la.
Eu ia fazer a trilha sonora da minha vida, mas tantos outros já se deram ao trabalho, que é melhor apenas senti-la.
Eu ia voltar no tempo e tomar o crédito pelos meus pedaços espalhados em tantas letras, poemas, penas, livros, discos, filmes; mas isso daria muito trabalho. Catar por ai tantos e tantos rabiscos muito mais eu do que qualquer eu pudesse explicar seria difícil demais para um mero coadjuvante.
Então eu desisti.
Não sabia mais se o eu era eu, ou era sonho, ou apenas seu, ou apenas um risco num papel envelhecido pelo tempo e esquecido do vento numa gaveta de um escritor mediano, que não chegará nunca a ser publicado. Quanto mais degustado debaixo de uma árvore sob o sol de uma tarde de inverno, ou sob a luz de uma lâmpada sobre a cama enquanto se prepara para os mais distantes delírios do sono que voa, voa solto pelo céu cor de baunilha.Não sabia se eu era apenas o coadjuvante que se apaixona pela mocinha e que acaba por matar o protagonista, ela e eu apenas para um melhor final de uma história deus ex-machina.

.por rodrigo.

quarta-feira, maio 25, 2005

neologismo do dia:

umbiguniverso


.por rodrigo.

o último beijo

Ela foi ficando fraca nos meus braços e só consegui sussurrar um suave desejo “use suas asas e siga os seus sonhos antes que a vida se esvazie dos teus olhos”.
Mas ela não ouviu meu pedido.


.por rodrigo.

discussão no serviço!

uma aliança no dedo é tudo o que uma mulher quer ver num homem...
se não é ela que coloca, ela quer tirar pra colocar a sua!


.por rodrigo.

contracapa da zh de hoje!

Wander Wildner está mais faceiro que punk de coturno velho: a temporada de shows do roqueiro em São Paulo está dando tão certo que o cara vai seguir se apresentando por lá em todas as quintas de junho, no Café Camalehon, acompanhado da banda Amor Veneris.

Mas a glória paulistana foi na semana passada, quando o roqueiro gaúcho participou no Sesc Ipiranga do projeto Romântico ou Cafona?, que tem curadoria do jornalista Carlos Calado. O baladeiro punk cantou ao lado dos ídolos bregas Sidney Magal e Hyldon (foto). Assistam aos vídeos de Sandra Rosa Madalena e Na rua, na chuva, na fazenda no site www.wanderwildner.com.br e tirem suas conclusões a respeito desse encontro megakitsch



só pra fazer a propaganda do wander...
verei o vídeo agora...


.por rodrigo.

domingo, maio 22, 2005

sob o sol das sete horas da manhã e da luz que ia ao longe prum outro dia...

e a noite acabou com os três num abraço.

tudo isso entre caronas (carros e ônibus), carmas, insônias, camas, euamovocês e risadas engraçadas que riscavam as noites/madrugadas sem sons e nunca sós.

algumas lágrimas também brilhavam ao som das estrelas, por que nem sempre os pesadelos vão embora, mas nessas horas em que as palavras não fazem muito sentido, é para que servem os amigos (clichê? ou verdade?).

para aparar suspiros que saltam sozinhos,
para apontar castigos,
para apostar destinos em conversas sobre o íntimo,
para dizer que o mundo não pode ser confundido com o umbigo...


amigos, sempre divertidos, sempre sorrisos, sempre ombros, sempre sonhos...


.por rodrigo.

quarta-feira, maio 18, 2005

quinze pras duas

Eu deveria estar ocupado agora fazendo um trabalho. Mas não estou me ocupando com isso, xomo coxês estão lendo. Capacidade de concentração zero. Mente em tantos outros lugares. Na cama, no sonho que foi cortado agora a pouco.

Tirei um tempo pra ir dormir e depois acordar e fazer o trabalho. Mas o trabalho do dia tem me cansado. Lógico que não é só o trabalho, mas eles sempre cansam as pessoas.

Fui deitar por um tempo. Sonhei que estava a gritar com um político corrupto. Ele em cima do telhado do edifício em que vivo e eu lá embaixo. No chão. E eu gritava e ele rebatia minhas acusações. Mas não as rebatia tirando a minha razão. Na verdade ele concordava com tudo que eu dizia. Entretanto, ele gritava me dizendo que as coisas nas quais eu acreditava estavam erradas e que roubar e essas coisas de políticos são certas. Nos dois estávamos muito irritado um com o outro.
No final das contas, ele tinha que ir embora. Desceu do telhado e eu o encontrei na frente do edifício.
Ele estava com muito medo de mim. Achou que eu ia quebrar a cara dele. Ele ficava meio de lado, segurando a pasta preta com as duas mãosna altura do peito. E eu gritava com ele com meu dedo apontando. Mas no final, eu parei. E disse assim “eu não concordo com o senhor. Nunca concordarei. Mas não pense que eu vou te matar, ou dar um tiro, ou qualquer coisa do gênero. Não faço essas coisas. Não tens meu respeito, mas eu jamais faria mal a qualquer pessoa. Não de propósito ao menos.”
Daí ele foi embora. E eu fui para o meu apartamento.

Daí eu acordei.

Mas eu continuo cansado e com sono e sem conseguir me concentrar. E agora, ainda estou tentando entender o sonho.

Eu não costumo sonhar, quando isso acontece, tenho que descobrir o que é...
Eu tenho uma idéia...

.por rodrigo.

terça-feira, maio 17, 2005

ai ai

minhas amigas escritoras...
direto do passado (visto que a edição é a anterior a atual) lambam a tela ao lerem o texto da Ana no bestiário e sintam o sabor das palavras da menina.

http://www.bestiario.com.br/14_arquivos/segunda%20com%20osso.html


.por rodrigo, amigos escritores.

tá frio atrás da janela

Estou com a minha camiseta que diz – aqui em baixo, no lado esquerdo, encoberto sobre meu braço – a frase “poetry and hope”.

.por rodrigo.

sexta-feira, maio 13, 2005

atchim

ela está levantando vôos mais altos e levando meu orgulho com ela...
she's my friend, and I miss her everyday!

http://www.bestiario.com.br/15_arquivos/espirros.html



.por rodrigo.

Uma bela imagem

Me sinto uma modelo anoréxica.
Nas últimas 60 horas me alimentei apenas com exatas 10 fatias de pão torradas (cada uma coberta por uma leve camada de mel, dois copos de achocolatado, duas xícaras de chocolate quente, uma xícara de chá, uma maça e um pequeno yougurte light de morango.
Meu almoço está sendo uma caixa de 1 litro de suco de laranja e algumas bolachas de água e sal.
O mais estranho é que me sinto cheio após ter ingerido apenas quatro bolachas de água e sal e não quero mais comer. Estou satisfeito.
Tudo por culpa de uma intoxicação alimentar que faz com que eu não precise ser anoréxico para vomitar todos os alimentos que uma vez desceram pelo esôfago, mas que tomam o caminho contrário em questão de minutos.
Ainda se isso me valesse para ficar milionário e viajar pelo mundo, tudo bem...


.por rodrigo hickman.

segunda-feira, maio 09, 2005

sob a chuva

Cego que fiquei, pela primeira vez ergui a voz, gritei com os olhos, empunhei meu dedo como uma espada a cravar as feridas com palavras e levantei o ego que imaginava morto há meses, anos.
Mas doía em mim. As lágrimas eram como as palavras que rasgavam o silêncio das gotas grossas da chuva fria caindo em telhados finos que ainda dormiam na nossa manhã de domingo. As lágrimas eram como as palavras: minhas. O sopro que era para prender minha garganta com um nó, apenas serviu para impulsionar mais voz que teimava em dizer a verdade. Ao menos, a minha verdade. Só a minha verdade. Talvez, alguma verdade. Mas, como as lágrimas e as palavras e o dedo como espada, a verdade também era minha.
Mas me cansei de pedir desculpa pelos teus erros, ou por todos os defeitos que eu considero coragem. Ou pelos medos que não tenho e que queres refletir nos meus zelos e cautelas estratégicas.
Não sou um espelho. Sou eu.
Posso ser seu, mas ainda assim sou eu.
Se falo baixo, não é pelo marasmo, ou pela rotina. É pelo respeito, pelo mérito de ser ouvido pelos ouvidos que querem me ouvir. Nunca pretendi invadir sua vida, seu sono, mas não me desculparei mais por tê-lo feito.
Sou grato a tudo isso, é verdade. Reconheço que teu abraço me faz falta, mas cansei de deixar meus braços erguidos ao léu, sem os teus a me segurar, me apertar, me sentir.
Se sinto sua ausência, sinto muito mais a minha.

Reconheço que não dei o primeiro passo, mas se estamos parados agoniados encostados cada um em um canto, não sou o único culpado. Mas aviso que meu próximo passo já não será mais em tua direção. Se o meu silêncio já não comporta teu espaço, não tenho mais como ceder. Se minhas mãos apoiando os teus passos não sustentam mais nós dois, talvez a sós sejamos mais que esse um que não somos há tempo. Talvez esse depois nunca venha, e meus sonhos soprem apenas o cisco nos meus olhos.
Se saí correndo, com a porta explodindo meus nervos em um som ressonante, foi pelo receio de me perder por algum instante no meio desses meus momentos de tormenta. Novos momentos de tormenta. O medo dos atos absurdos que pudessem ser tomados pelos meus dedos contraídos pelos arrepios da raiva que corria sob a superfície da pele junto com o sangue venoso, sujo, pobre, podre, sem oxigênio, meu sangue, meu sangue.
Meu sangue que corria rápido inundando meu corpo. Meu sangue que corria rápido pulsando o peito, pulsando o cérebro com idéias antigas, removidas que cantos escondidos e que achava esquecidos. Se meu sangue corria rápido, foi o que tentei fazer.
Foi o que fiz até chegar ao pátio e ouvir sua voz suspirando meu nome.






.por rodrigo.

sábado, maio 07, 2005

Vestígios

Sou feita de sangue e sonhos.
Sou um misto de outras horas que já se contam – de boca em boca – como velhas histórias, somado de novos relógios marcando o próximo (marca-)passo.
Sou uma síncope advinda de uma catarse sucinta (explosiva), sem prosa e sem poesia.
Sou um espinho sem flor, sem pétalas para cuidar. Espinho sem espírito de escudo ou de espada.
Sou um misto, uma mistura química, um cisco no olho molhado.
Sou o olho molhado olhando o espelho sem jeito, meio sem peito de se encarar, mas com medo de fugir.
Sou um rascunho cujos traços feitos a lápis (sem ponta) apagam com o tempo. Um papel empoeirado, um texto sem autor.
Sou a ironia de um tempo que se arrasta lembrando as derrotas, e que corre quando a cama está quente e preenchida.
Sou a mudança de um vento que movimenta folhas por horas e arranca árvores em segundos.
Sou uma gaivota a voar sobre o mar e sem ninho, a não ser uma pedra acima da linha do horizonte. Onde tento me esconder, mas sou vista de longe.
Sou vista de longe. Por muitos homens. Sempre me sinto nua sob olhares que me raspam na rua, sob lábios que cantam a lua. Me sinto nua sem a tua displicência de roupas e toalhas molhadas espalhadas pela casa que nunca viste.Me sinto nua sob a culpa de jamais ter sido tua, como foste meu. Assim, sou isso que se entende por fim. Esse último ponto final que sempre não acaba as coisas que vão além dos textos.




.por rodrigo, agora sozinho nesta casa, sentiremos a falta da julia.
.estou em transição por estas bandas, irei para outro lugar, aqui era a nossa casa, nunca será só a minha.
.por que, na minha vida, mudanças nunca aparecem sozinhas.

silêncio

Brigo hoje comigo e meus dedos que se calam sem palavras para dizer que não sejam “eu amo esse seu doce suave sabor amargo de pele e esse seu olhar ‘de meu amor, vem aqui’. Amo sua cintura sobre a minha, a dançar. Amo os sons suspirados que rasgam o ar. Amo os sopros calados nos ouvidos a gozar.”



.por rodrigo.

sexta-feira, maio 06, 2005

sexta-feira com cheiro de chuva e bolo de chocolate

Dialéticas constantes
Músicas dissonantes
Dedos falantes
Metáforas extravagantes

Coração sem lógica
Razão sem mágica

Um monitoramento em Hi-Fi
Nada menos
E muito mais



.por rodrigo.

quinta-feira, maio 05, 2005

então tá

sejamos sinceros.
deu, né?

julia

Diferença ou Diferencial

Qual é a diferença real entre Diferença e Diferencial?
Diferença todos temos
Já Diferencial...
Bom, Diferencial é o que faz a diferença!


.por rodrigo.

segunda-feira, maio 02, 2005

brave new future

começo hoje a "insustentável leveza do ser", do kundera, esperando achar a leveza do meu ser, sincera solicitação a mim mesmo e meus olhos e aos espelhos e aos passos que pretendo dar...

e que esse novo passo que programo, se sustente. mesmo sobre as tortuosas águas do oceano e suas ondas insconstantes e seus monstros reais e sereias serenatas sobre pedras no mar.



.por rodrigo, cabeça muito tonta e sonhos muito loucos.