sob seus cachos, já encolhi meus cansaços e sonhei meus sorrisos. no seu colo, calei minhas lágrimas e cantei meus delírios de menino tolo que trança palavra com brincos.
Que vontade de vestir meus mitos outra vez De volta e mais uma insensatez Como se fosse um vestido Ou um pálido colar de pérolas Que não consigas arrancar Deixar rasgado e rompido Com rastros espalhados pelo chão
Mas não! És perfume Que passo e se espalha pelo redor
Não vejo Mas sinto a cada novo suspiro O ar Que envolve, Estufa o peito E tento expulsar Devolvendo-o junto com o que não quero mais dentro de mim
Queria escrever um soneto Sobre como teus dedos sonham soltos Pelas linhas sinuosas que acariciam Mas mal consigo versos Que nada têm de livres Já que estão acorrentados Aos anéis que vestem tuas malícias