terça-feira, julho 11, 2006

1.

procuro a cura
desse transe inerte
em que me encontro
e que me tranca
os dedos e o esôfago

dessa loucura caricata
que mata meus pensamentos
descubro que não tenho mas meios
para me livrar

apenas extremos e estranhos
que se alteram e trocam

além do transtorno
que tortura não o corpo
mas a lacuna