segunda-feira, maio 22, 2006

1,

cansado do aperto das asas
abro a porta
caio fora e procuro o movimento das penas
que se espalham no chão como eu esperava
trazendo o tropeço
que evito no doce da nuvem que me sustenta
enquanto, lento ainda,

mas, sim, enfim, tento

e levanto um vôo maior
um novo começo de novo
e me movo em devaneios

pulo junto com paula para
o alívio do precipício

fujo dessa jaula
sem mais um minuto de demora
que aqui já não é mais meu canto
não posso mais morar
nessa canção
que já não carrega mais o peso do meu quebrado pranto
ou meu encanto em cores indivisíveis

vago zonzo em busca de sons de sonhos
e me arrisco
numa terra arisca
e que traz riscos que corro em correr